Serviço de Anestesiologia

Informação Geral

Direção

Diretor: Prof. Doutor Lucindo Ormonde

Administrador Hospitalar: Dra. Dália Oliveira

Contactos

Telefones:
217805192 | 217805614

Chefe da Equipa de Urgência: 99249
Médico de Urgência: 99214

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Direção do Serviço de Anestesiologia – Piso 6, elevador 8
Contacto telefónico do Diretor do Serviço: 21 780 5192
Contacto telefónico do Secretariado da Direção: 21 780 5193
Contacto Fax: 21 780 5614

Serviço de Anestesiologia - Piso 5, elevadores 6 e 7
Contacto telefónico do Secretariado: 21 780 5000 – ext. 51562

Unidade de Cuidados Pós Anestésicos (UCPA) - Piso 5, elevador 6

Unidade Multidisciplinar de Dor (UM Dor) - Piso 1
Secretariado: 21 7805360 (Extensão55360)
Unidade: 21 7805556 (Extensão 55556)
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Fax: 21 780 52 92

Localização

Piso 5 e Piso 6 (Secretariado).

Elevador 6

História

SERVIÇO DE ANESTESIOLOGIA DO HOSPITAL DE SANTA MARIA

A criação do Serviço de Anestesiologia do Hospital de Santa Maria (HSM), remonta a 1953, quando o então Ministro do Interior, Dr. Trigo de Negreiros, sob proposta de um dos membros da Comissão Instaladora, Dr. Paiva Correia, avaliza a criação de um Serviço de Anestesiologia centralizado e autónomo.

O Dr. Vítor Hugo Mota Magalhães é convidado a organizá-lo e a dirigi-lo, tendo iniciado o seu trabalho a partir de 1954; porém, só será criado formalmente pelo Dec. Lei nº 40/398, de 24 novembro de 1955.

No HSM, e para atingir os objetivos inicialmente propostos, elaborou o primeiro regulamento do Serviço (do qual faziam parte as relações Hospital e a Faculdade, o apoio à Cirurgia experimental e a criação de Enfermagem ligado à Anestesia), uniformizou o material anestésico e adotou critérios para a escolha do mesmo.

Após o Dr. Vítor Hugo Magalhães, sucederam-se na direção do Serviço o Dr. Carlos Guimarães, a Dra. Maria Helena Rodrigues (1992-2001), o Prof. Dr. Figueiredo Lima (2001- 2008), o Dr. Mário Brito (interinamente, de outubro 2008 a dezembro de 2008) e a partir de janeiro de 2009, até à data, o Prof. Dr. Lucindo Ormonde.

SERVIÇO DE ANESTESIOLOGIA DO HOSPITAL PULIDO VALENTE

O Hospital Pulido Valente (HPV) integra desde 2007 o Centro Hospitalar de Lisboa Norte (CHLN). O Serviço de Anestesiologia do Hospital de Pulido Valente destacou-se em áreas convencionais cirúrgicas, como a Cirurgia Geral, Otorrinolaringologia, Urologia e Cirurgia Vascular. Desde a sua constituição, a área em que o Serviço tem tido maior relevo, pela natureza do próprio Hospital, relaciona-se com a anestesia para Cirurgia torácica. O Serviço de Anestesiologia do HPV,pela sua vocação e diferenciação, constitui o centro mais referenciado do País para a formação de Internos do Internato Complementar de Anestesiologia, na valência de Anestesia para Cirurgia torácica.

Na história ficam, para além dos numerosos Anestesiologistas que aí serviram ou servem a causa pública, os seus diretores: Dr. Ramon La Féria, Dra. Leonor Ribeiro e, mais recentemente, a Dra. Ana Portugal (2002- 2007).

Atividades

Consulta de Anestesia Pré-operatória – Crianças e Adultos

A consulta de anestesia deve ser realizada antes do doente ser submetido a uma intervenção cirúrgica programada.

Realiza-se cerca de três semanas antes da data prevista da cirurgia, permitindo fazer o estudo do doente e a avaliação do risco médico-cirúrgico do ato anestésico.

Os doentes com maior risco são aqueles que apresentam patologias associadas, como doenças cardiovasculares, respiratórias, endocrinológicas, entre outras.

A consulta de anestesia visa minimizar riscos, prevenir complicações e preparar os doentes para a cirurgia. A maior ou menor complexidade de preparação para uma cirurgia deve ser explicada ao doente, previamente na consulta, e não apenas na véspera da mesma. A avaliação global e criteriosa do estado físico do doente tem por objetivo salvaguardar a sua segurança.

Unidade de Cuidados Pós-Anestésicos do Hospital de Pulido Valente

Dispõe de seis camas de cuidados pós-anestésicos sob a responsabilidade do Serviço de Anestesiologia; possui 7 camas e 7 cadeirões.

Recebe a maioria dos doentes operados para recobro e vigilância das complicações pós-operatórias.

Unidade de Cuidados Intensivos Neurocirúrgicos

O Serviço de Anestesiologia colabora na Unidade de Cuidados Intermédios e Intensivos de Neurocirurgia com a presença de um elemento 24h/dia.

Atividade no Bloco Operatório

O CHLN tem cerca de 30 Blocos Operatórios Convencionais em funcionamento.

Os Anestesiologistas exercem a sua atividade em todos os Blocos Operatórios do CHLN, das 8h às 20h (2ª a 6ª feira) e presencialmente na Urgência 24h/dia, todos os dias, no âmbito da Cirurgia Convencional, da Cirurgia do Ambulatório e da Cirurgia de Urgência.

Anestesia fora do Bloco Operatório

Além do Bloco Operatório, os Anestesiologistas exercem atividades clínicas em outras Unidades do Hospital, como por exemplo no Serviço de Gastrenterologia (Colonoscopias, CPREs), Broncologia, Radiologia de Intervenção (Neurorradiologia), Radiologia de Diagnóstico (Ressonância Magnética, Tomografia Computorizada), Braquiterapia, Psiquiatria (Eletroconvulsivoterapia), Cardiologia de Intervenção e Urologia (Litotrícia).

Unidade de Queimados

As Unidades de Queimados são serviços hospitalares com uma estrutura física e características muito específicas, no que respeita aos recursos humanos e ao tipo de cuidados prestados.
A Unidade de Queimados do Hospital de Santa Maria, situada no Serviço de Cirurgia Plástica, talvez seja o local onde é mais patente a diversidade das competências dos Anestesiologistas.

A colaboração com o Serviço de Cirurgia Plástica inclui:

  • a abordagem dos doentes da Unidade de Cuidados Intensivos
  • a anestesia no Bloco Operatório da Unidade dos doentes submetidos a cirurgias para desbridamento, enxertos, escarotomias, fasciotomias, retalhos, etc.
  • a sedação e anestesia para sessões de balneoterapia

As sessões de balneoterapia são uma das formas mais antigas de tratamento de queimaduras, consistindo numa terapia por meio de banhos. Tem como principal objetivo a limpeza por aplicação de água corrente e/ou desbridamento mecânico do tecido desvitalizado, assim como desinfeção da área queimada. Constitui um contributo importante para a prevenção da infeção no doente queimado, por redução ou eliminação de agentes patogénicos na ferida. Estas sessões, muitas vezes, só são possíveis de efetuar sob sedação ou anestesia (adulto ou criança).

Unidade de Cuidados Pós-Anestésicos do Hospital de Santa Maria

A UCPA adstrita ao Bloco Operatório Central (14 camas) recebe a maioria dos doentes operados do Bloco Central para vigilância das complicações pós-operatórias.

Por vezes, esta Unidade recebe doentes de outros Serviços cirúrgicos periféricos que após intervenções cirúrgicas ou médico-cirúrgicas, necessitem de cuidados mais diferenciados.

Atividade na Urgência e Emergência

A emergência interna do Hospital é uma atividade assegurada pelo Serviço de Anestesiologia no CHLN.

Os Anestesiologistas, sempre que solicitados, 24h/dia, acorrem a situações de emergência do CHLN.

Muitos dos elementos do Serviço de Anestesiologia exercem atividade de emergência extra-hospitalar (viaturas do INEM).

Transporte Inter-hospitalar e Intra-hospitalar de Doentes

O transporte do doente crítico cirúrgico é desempenhado pelos elementos do Serviço, sempre que necessário, e dentro das regras de funcionamento do CHLN.

Unidades Dor - Dor Crónica

Diretor: Prof. Dr. Lucindo Ormonde

Coordenadora: Dra. Teresa Fontinhas

Enfermeira Chefe: Enfª. Amélia Matos

Horário de Atendimento: das 8:00 às 16:00 de 2ª.f a 6ª.f

Missão e Objetivos da UMD

A Unidade Multidisciplinar de Dor (UMD) do CHLN fica localizada no Hospital de Santa Maria, Lisboa, no piso 1, sector B do Centro de ambulatório, junto ao elevador 12.

Melhorar a capacidade funcional e a qualidade de vida dos doentes com dor crónica. Intervir de forma ativa no tratamento do doente com dor crónica, através da abordagem multidisciplinar e interdisciplinar num modelo de avaliação global, visando o alívio ou controlo da dor e a promoção do auto-cuidado, autonomia e qualidade de vida através de:

  • tratar o doente com dor oncológica e não oncológica, submetido a investigação clínica prévia e com tratamento ineficaz;
  • envolver o doente e a família no processo terapêutico;
  • efetuar consultadoria interna aos Serviços do CHLN e externa aos Centros de Saúde e outras instituições;
  • realizar formação específica de profissionais de saúde;
  • promover e realizar projetos de investigação.

 

Destinatários

Doentes com dor crónica do CHLN, internados ou em ambulatório, referenciados pelos Centros de Saúde ou outras instituições de saúde da área de intervenção do CHLN, já submetidos a investigação clínica e com tratamento ineficaz.

Áreas de Intervenção

Consulta externa, técnicas de intervenção terapêuticas, consulta em internamento, formação, investigação, acompanhamento telefónico.

Conceitos fundamentais

Unidade de Dor corresponde à expressão genérica utilizada para descrever qualquer estrutura organizada com a finalidade de tratar a dor, independentemente dos profissionais de saúde envolvidos ou do tipo de doente, inserido num programa de controlo de dor (IASP, 1990).

O Plano Nacional de Controlo da Dor – (PNCD, 2008) classifica as Unidades de Dor Crónica de acordo com o seu nível de organização como: 1. Consulta de Dor Crónica; 2. Unidade de Terapêutica da Dor; 3. Unidade Multidisciplinar de Dor e 4. Centro Multidisciplinar de Dor.

Dor Crónica é habitualmente definida como uma dor persistente ou recorrente, de duração igual ou superior a 3 meses e/ou que persiste para além da cura da lesão que lhe deu origem (PNCD, 2008).

Breve História da UMD do CHLN

1980 – Proposta da criação de uma Unidade de alívio da dor persistente, dirigida à Direção do Serviço de Anestesiologia do HSM pelo Dr. João Santos Pereira. Início da atividade da Consulta de Dor no HSM (piso 5 do Serviço de Anestesiologia).

1981 – Aprovação da inclusão de Terapêutica da dor no Hospital de dia polivalente do HSM por despacho ministerial.

1984 – Aprovação do plano diretor do HSM com a inclusão de Terapêutica de dor. Reconhecimento a nível hospitalar da necessidade de organização de uma unidade para o alívio da dor persistente. Aprovação de instalações adequadas.

2008 – UMD inaugurada em janeiro para substituição da Consulta de Dor Crónica, iniciando a sua atividade em 3 de março de 2008.

Equipa Multidisciplinar Atual

Médicos

  • Prof. Dr. Lucindo Ormonde
  • Dra. Teresa Fontinhas
  • Dr. João Silva
  • Dra. Célia Xavier
  • Dra. Janete Jesus

Médicos Colaboradores

  • Dra. Marlene Monteiro
  • Dra. Beatriz Neves
  • Dra. Odete Tomé

Enfermeiros

  • Enfª. Chefe Amélia Matos
  • Enf. Luís Abrantes
  • Enfª. Sueli Lindinho
  • Enfª. Carla Raposo

Psiquiatras

  • Prof. Dr. António Barbosa
  • Prof. Dr. Marco Paulino

Psicóloga

  • Dra. Cristina Caldeira

Assistente Social

  • Dra. Cláudia Ventura

Dietista

  • Dra. Carina Rodrigues

Assistentes Operacionais

  • Ana Lopes
  • Lurdes Marçal

 

Consultores

Serviço Neurocirurgia

  • Prof. Dr. Gonçalves Ferreira
  • Dr. Herculano Carvalho

Serviço de Ortopedia

  • Dr. António Tirado

Serviço de Reumatologia

  • Prof. Dr. Pereira da Silva
  • Dra. Susana Capela

Serviço de Estomatologia

  • Dr. Nuno Zeferino

Serviço de Ginecologia

  • Dra. Céu Santo

 

Acesso à Unidade - referenciação

A referenciação do doente à Unidade Multidisciplinar de Dor (UMD) deve ser realizada pelo médico assistente e implica o preenchimento de formulário de referenciação, onde deve constar informação esclarecedora da situação clínica do doente (diagnóstico, história da doença, exames complementares de diagnóstico, medidas adotadas e terapêutica atual).

O formulário está disponível na Intra e Internet, neste local ou em Colaboradores → Formulários a imprimir → Unidade Multidisciplinar de Dor.

Pode ser enviado por e-mail (Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.) ou em papel entregue no secretariado. A consulta será agendada após triagem.

Atividade Assistencial - Casuística

  • Consulta externa
  • Consulta de Psicologia
  • Consulta de grupo (Consulta de Dor Orofacial, Dor Pélvica e Alterações Emocionais e Dor)
  • Técnicas de intervenção (titulação de fármacos, bloqueios do neuroeixo, bloqueio de nervos periféricos, radiofrequência, ozonoterapia, hipnose e relaxamento, acupuntura, neuroestimulação, TENS, aplicação de pensos de Capsaícina, pensos de feridas cirúrgicas, etc.)
  • Acompanhamento telefónico
    • (Plano C.A.M.E. - comunicação para a adesão terapêutica)
  • Consulta para doentes internados

 

Atividade de Formação

A UMD colabora com várias entidades como campo de estágio na formação pré e pós-graduada.

Formação pré-graduada: Alunos de Medicina, Internato do Ano Comum, (incluindo Erasmus), Enfermagem, Psicologia e Farmácia.

Formação pós-graduada: Internato complementar de Anestesiologia e outras especialidades médicas (Medicina Geral e Familar, Estomatologia, Medicina Física e de Reabilitação, etc.), Especialidades de Enfermagem, apoio a Mestrado de Ciências da Dor.

Atividade Científica e de Investigação

A UMD colabora em ensaios clínicos e em vários projetos individuais de investigação.

Unidades Dor - Dor Aguda

O que é a Unidade de Dor Aguda?

A Unidade de Dor Aguda é constituída por uma equipa multidisciplinar que avalia e trata a dor aguda, nomeadamente no período peri-operatório, contribuindo assim para a melhoria dos cuidados de saúde e a satisfação do doente.

O objetivo desta equipa é a prevenção e o controlo da dor, o que contribui para diminuir a ansiedade, o sofrimento e as complicações no internamento, conduzindo a uma melhor recuperação com menor tempo de internamento.

Como se define Dor Aguda?

A dor aguda define-se como "dor de início recente e de provável duração limitada, apresentando habitualmente relação temporal e causal com lesão ou doença" (IASP, 1990).

Como se avalia a Dor Aguda?

A dor é uma experiência individual, emocionalmente desagradável e subjetiva. Dadas as suas características, qualificar e quantificar a dor é imprescindível para personalizar o seu tratamento.

Para melhor entender e tratar a dor, a equipa da Unidade de Dor Aguda utiliza várias escalas, nomeadamente uma escala numérica (de zero a dez, sendo zero a ausência de dor e dez a pior dor imaginável) e uma escala qualitativa ou de faces.

Como se trata a Dor Aguda?

Existem vários métodos e técnicas para tratar a dor, as quais são escolhidas de acordo com as necessidades do doente:

  • analgesia oral
  • analgesia endovenosa
  • analgesia por via epidural
  • analgesia perineural

A administração da analgesia é realizada de diferentes formas:

  • em horário fixo, intermitente ou contínuo
  • em SOS, como reforço analgésico a pedido do doente
  • por PCA (analgesia controlada pelo doente), que permite ao doente a auto-administração de analgésico através de um dispositivo médico

O tratamento da dor é uma parte essencial dos cuidados médicos modernos. A Unidade de Dor Aguda existe para otimizar o tratamento da dor no nosso hospital. A equipa da Unidade de Dor Aguda acompanha diariamente os doentes referenciados e está disponível 24h, todos os dias, para todos os doentes internados.

Vou ser Anestesiado

Parto

 

Perguntas frequentes

Analgesia do Trabalho de Parto

A dor do trabalho de parto é influenciada por muitos fatores (físicos, psicológicos, sociais, culturais, ...) e difere de grávida para grávida, mas a grande maioria descreve a dor de parto como algo extremamente doloroso. Na nossa maternidade, mais de 90% das mulheres solicitam ajuda para alívio das dores.

Não! No início, assemelha-se a fortes dores menstruais. Normalmente, a partir dos 3-4cm de dilatação do colo uterino (fase ativa) as contrações tornam-se regulares, cada vez mais próximas umas das outras e progressivamente muito mais fortes.

O nosso Serviço oferece uma sessão de esclarecimento de informação às grávidas e acompanhantes, onde são esclarecidas todas as dúvidas relacionadas com a analgesia do trabalho de parto e as opções anestésicas para cesariana. Estas sessões de grupo são orientadas por um Anestesiologista que trabalha na maternidade, e decorrem todas as quartas-feiras entre as 14h30 e as 15h30. São agendadas nas consultas de Obstetrícia – pré-natal ou de alto risco.
É também uma grande ajuda frequentar aulas de preparação para o parto. Na nossa maternidade, estas aulas são orientadas por Enfermeiras parteiras que trabalham no local que a irá receber. Podem ensinar-lhe muito acerca da gravidez, do parto e de como cuidar do seu bebé. Perceber o que poderá acontecer durante o trabalho de parto fará com que se sinta menos ansiosa.
Também é muito útil visitar a nossa maternidade antes da data prevista para o parto. Tudo isto a irá ajudar a descontrair e a lidar melhor com a situação.

O anestesiologista é um médico especialista que tem várias competências médicas. Numa maternidade, o anestesiologista integra uma equipa multidisciplinar, trabalhando em simultâneo com os obstetras, os enfermeiros, os pediatras, e todos os outros profissionais de saúde presentes na prestação de cuidados à grávida e ao recém-nascido. Ele será o responsável direto por ajudá-la a controlar a dor do parto, a anestesiá-la se tiver que ser submetida a uma cesariana e a lidar com outras situações que pudessem pôr em perigo a sua vida ou a do seu bebé (por exemplo, uma reação alérgica).

Sim. Na maternidade do CHLN existe um anestesiologista em permanência física 24/24h, 365 dias/ano.

A analgesia do trabalho de parto é facultativa! A grávida decide sempre em conjunto com o anestesiologista de serviço quando quer iniciar alguma técnica analgésica.

A partir do momento em que sente que a dor a está a incomodar. Dependendo da fase do trabalho de parto em que se encontra, o anestesiologista irá oferecer-lhe o tipo de analgesia que melhor se adapte a si e a essa fase.

Existem vários tipos: não farmacológicos e farmacológicos. Normalmente, quando a dor se torna muito incomodativa, sendo necessária a intervenção do anestesiologista, apenas os métodos farmacológicos são eficazes. Se estiver numa fase de trabalho de parto muito inicial, poderá ser dada medicação endovenosa (através do soro). Se já estiver numa fase mais avançada poderemos optar pela analgesia do neuroeixo.

A analgesia do trabalho de parto com técnicas loco-regionais tem como objetivo o bloqueio ou a minimização da dor durante o mesmo, sem no entanto atrasar a sua evolução e garantindo a máxima segurança quer da mãe quer do bebé. A técnica mais conhecida é vulgarmente designada por EPIDURAL, mas existe também a técnica SEQUENCIAL (muito semelhante à epidural, difere apenas na primeira dose de medicação que é administrada) que é utilizada em cerca de 90% dos casos na nossa maternidade.

A técnica é realizada quando a grávida, em trabalho de parto, começa com desconforto doloroso e a solicita, quer tenha apenas 1cm de dilatação quer esteja próxima dos 10cm finais. É uma técnica minimamente invasiva que obriga a condições de esterilização. Em primeiro lugar será necessário colocar um acesso intravenoso (picar uma veia) e administrar um soro (normalmente é necessário receber soro durante o trabalho de parto, mesmo por outras razões). A técnica é praticamente indolor, sendo realizada ao nível da coluna lombar com a grávida em posição sentada ou deitada de lado. Após a desinfeção da pele com um líquido fresco, irá sentir uma pequena picada nas costas e um ligeiro ardor – é a anestesia da pele. A partir desse momento, apenas irá sentir uma pressão no local de inserção da agulha. Quando a técnica escolhida é a SEQUENCIAL, através desta agulha passa outra muito mais fina que nos irá permitir a administração de analgésicos com efeito quase imediato. Após retirar esta última, colocamos o cateter (tubo fino de plástico) perto dos nervos que transmitem a dor que vem do útero, e que eventualmente pode ser acompanhado de uma sensação transitória de "choque" numa das pernas. É através deste cateter que iremos administrar o reforço analgésico sempre que necessário. Quando a escolha é a EPIDURAL, apenas se introduz o cateter epidural, sendo o início do efeito analgésico ligeiramente mais demorado (10 a 15 minutos). O último passo consiste em retirar a primeira agulha e fazer o penso.
Habitualmente, a técnica demora entre 5 a 10 minutos a ser realizada. É de facto importante manter-se imóvel enquanto o anestesiologista realiza a epidural/sequencial, e avisá-lo sempre que sentir que está a começar uma contração, mas depois do cateter estar bem colocado, poderá mover-se à vontade. Uma vez que o cateter esteja no sítio, podem aplicar-se fármacos para alívio das dores, quantas vezes forem necessárias, ou continuamente através de um sistema de bomba.

A técnica epidural/sequencial constitui o procedimento mais eficaz para anular ou tornar muito suportável a dor produzida pelas contrações uterinas. Não impede que o trabalho de parto evolua nem que a mãe consiga fazer força para ajudar o seu bebé a nascer. Pode ser feita em qualquer altura do trabalho de parto, desde que exista indicação médica. A analgesia conseguida com esta técnica é segura, tanto para a mãe como para o bebé, podendo mesmo diminuir a duração do trabalho de parto e aumentar o bem-estar fetal. O bebé pode nascer por parto natural ou por cesariana sem que a mãe tenha dores, desfrutando da melhor maneira deste acontecimento. Se for necessário o obstetra utilizar forceps ou ventosa para ajudar o bebé a nascer, podemos aumentar a dose de medicamentos epidurais para que este não seja um processo doloroso para a mãe. A amamentação é também geralmente facilitada.

A epidural/sequencial pode ter alguns efeitos secundários, mas todos transitórios e de intensidade ligeira a moderada. O anestesiologista estará atento a estes efeitos e tomará as medidas necessárias se for preciso. Pode surgir: diminuição da tensão arterial, prurido (comichão), parestesias (formigueiros nos membros inferiores), dificuldade para urinar espontaneamente (se for necessária a algaliação, esta é indolor).
Também podem surgir algumas complicações. As mais importantes são a falência da técnica e a dor de cabeça.
A falência da técnica, considerada quando a analgesia é incompleta (a grávida pode ter alívio numa região do corpo, mas haver uma pequena região onde a epidural não surte efeito), surge em 10% dos casos. Eventualmente, o anestesiologista poderá propor-lhe colocar o cateter epidural outra vez.
As dores de cabeça (cefaleia pós-punção da duramater) ocorrem em cerca de 1% dos casos e surgem normalmente algumas horas após o nascimento do bebé. A grande maioria são autolimitadas e passam com medicação analgésica oral e repouso em 2 a 3 dias. O anestesiologista acompanhará sempre a evolução desta situação. Em casos raros, quando a dor de cabeça impede que a puérpera tenha uma atividade normal apesar da medicação oral, poderá ser-lhe proposto um outro método terapêutico – Blood-patch (tampão sanguíneo), que consiste na realização de nova técnica epidural à puérpera, com administração de sangue da própria, colhido no momento.
Existem muitas outras causas de dor de cabeça durante o puerpério, mas o anestesiologista avaliará todas as situações, fazendo o diagnóstico diferencial entre elas e orientando as terapêuticas a seguir.

Quase todas as grávidas podem, se o desejarem, receber uma epidural/sequencial.
Existe apenas uma pequena percentagem de grávidas onde estas técnicas estão contraindicadas: 1) se tiver uma coagulopatia (alterações na coagulação do sangue) hereditária ou adquirida; 2) se tiver uma infeção/lesão da pele na zona lombar; 3) se tiver uma infeção grave no organismo (sépsis); 4) se tiver alergia a algum dos medicamentos a utilizar na epidural; 5) se tiver tido uma hemorragia muito grande e a tensão arterial estiver muito baixa.

Se não puder receber uma epidural/sequencial existem outros métodos farmacológicos alternativos para controlar a dor. Nenhum é tão eficaz como as técnicas do neuroeixo, mas ajudarão bastante.
Petidina: é habitualmente administrada pelo soro. Pode deixá-la meia a dormir, mas poderá também diminuir-lhe a ansiedade e o medo perante a dor. No caso de lhe provocar náuseas, tomará medicação para reduzir este efeito. É possível que o seu bebé também fique sonolento, mas existe um antídoto que poderá ser injetado logo depois do nascimento. A petidina atrasa a digestão, o que pode ser um risco se for necessária uma anestesia geral.
A petidina é também o medicamento geralmente utilizado, na sala de partos, quando a grávida manifesta dor e ainda não está em trabalho de parto (p.e. na indução do trabalho de parto).
Protóxido de azoto: é um gás analgésico que se administra, misturado com o oxigénio, através de uma máscara ou de um dispositivo bocal. Atua de forma muito simples e rápida, perdendo o efeito em poucos minutos. Poderá fazê-la sentir-se tonta ou enjoada, mas durante pouco tempo. Não tem efeitos nocivos para o bebé e dá-lhe oxigénio extra, o que poderá ser benéfico para si e para o bebé. Não irá tirar-lhe completamente a dor, mas poderá ser uma boa ajuda. Pode ser usado em qualquer momento durante o trabalho de parto, e é a grávida que controla a quantidade de gás que utiliza. Para que haja um bom resultado analgésico é importante que faça a administração de forma correta (como será explicado pelo anestesiologista que a acompanhará).
Remifentanil: a seguir à epidural/sequencial este é o método mais eficaz no controlo da dor. O remifentanil é um medicamento da "família" da petidina, mas muito mais potente. É administrado, à grávida, através de uma máquina com um botão que ela própria controla. Atua extremamente rápido e também rapidamente é eliminado pelo organismo da mãe, não originando efeitos nocivos no bebé. No entanto, como pode ter alguns efeitos secundários de instalação rápida, necessita de uma vigilância muito apertada pelo anestesiologista.

Para uma cesariana, existem dois tipos de anestesia possíveis: a anestesia loco-regional (epidural, sequencial ou subaracnoideia) e a anestesia geral. Sem dúvida alguma, a técnica loco-regional é muito mais benéfica e segura para si e para o seu bebé. Por isso, apenas quando a grávida tem alguma contraindicação para a realização da loco-regional, ou se a cesariana é considerada muito urgente pelo obstetra, é que fazemos uma anestesia geral. Na maioria dos casos é possível evitar a anestesia geral. Nas grávidas que já têm o cateter epidural colocado basta injetar um medicamento mais forte por ele, de forma a obter a anestesia adequada à operação. Quando a grávida ainda não tem o cateter colocado, e desde que medicamente não haja contraindicação, a técnica loco-regional será realizada no bloco operatório, exatamente nos mesmos moldes descritos para a analgesia do trabalho de parto.

A anestesia loco-regional (anestesia epidural, sequencial ou subaracnoideia) gera, habitualmente, uma sensação de adormecimento do corpo abaixo do nível do peito. As pernas perderão a sensibilidade e deixará de as conseguir mexer (com uma sensação de peso) durante cerca de 2 horas. Após a realização da técnica, o tempo necessário para obter o efeito completo do anestésico local depende da técnica utilizada: se for uma epidural demorará entre 15 a 20 minutos; se for uma sequencial ou subaracnoideia será muito mais rápido (5 a 10 minutos). Poderá sentir alguns efeitos secundários, tais como uma sensação de desmaio iminente ou algumas náuseas ou vómitos (devidos a uma diminuição da tensão arterial). O anestesiologista estará a vigiar atentamente todos os seus sinais vitais e tomará todas as medidas necessárias para minimizar estes efeitos.
Durante a cesariana, é frequente sentir-se mexer na barriga (puxar e empurrar); não deve ficar alarmada! Poderá sentir uma dor leve, tratável com um analgésico dado na veia ou inalado (respirando através de uma máscara ou de um bocal). Raramente poderá sentir uma dor severa. Se isto acontecer, o anestesiologista provavelmente dar-lhe-á, de forma rápida, uma anestesia geral e ficará a dormir.

Se a cesariana for muito urgente (e não houver tempo para instalar uma anestesia epidural ou subaracnoideia), ou se a grávida não puder ou não quiser receber uma anestesia loco-regional, é necessário recorrer à anestesia geral.
Em primeiro lugar, e se ainda não estiver colocado, será introduzido na sua mão, ou braço, uma espécie de agulha a que chamamos cateter intravenoso. Será por este dispositivo que serão administrados os medicamentos que a porão a dormir. Um risco da anestesia geral é a passagem de conteúdo ácido do estômago para os pulmões enquanto está a dormir. É por este motivo que não é permitido às grávidas ingerirem alimentos sólidos durante o trabalho de parto. Para reduzir este risco, poderão dar-lhe medicamentos através do soro e um medicamento anti-ácido para beber. No bloco operatório vão colocar uma máscara na sua cara para que respire oxigénio através dela. A máscara pode ser desconfortável mas é importante para lhe fornecer o oxigénio que precisa. Só quando os obstetras tiverem tudo preparado para o início da cesariana é que lhe será administrada a anestesia geral. Deste modo, a quantidade de anestesia que poderá passar para o seu bebé é quase nula. De qualquer modo, na nossa maternidade está sempre presente, em todas as cesarianas, um neonatologista (pediatra especializado em recém-nascidos) que avalia o bebé de imediato, ajudando-o a respirar em caso de necessidade.
O seu/sua acompanhante não poderá estar consigo no bloco operatório mas estará por perto.
Durante a anestesia geral não sentirá, não ouvirá nem verá nada, mas assim que a cesariana acabar, todos os medicamentos anestésicos serão suspensos e acordará em poucos minutos. Será de imediato transferida para a sala de recobro, onde poderá ver o seu bebé.
Antes de acordar serão administrados medicamentos, pelo soro, para as dores do pós-operatório. No entanto, quando acordar poderá sentir dor de garganta ou sentir-se nauseada. Terá à sua disposição mais analgésicos e medicamentos para o enjoo se precisar.

Não. Além dos analgésicos que serão administrados ainda no bloco operatório, o anestesiologista deixará instruções escritas para que lhe sejam administrados medicamentos para as dores, durante as 48 horas que se seguem à cesariana. Se tiver um cateter epidural colocado, um dos medicamentos será administrado por ele com grande eficácia. Poderá ter algumas náuseas, mas também lhe darão medicamentos para anular esse efeito secundário. Se não tiver cateter epidural, toda a medicação para as dores terá que ser dada através do soro, mas neste caso a eficácia não será tão grande uma vez que estamos limitados pela amamentação – os medicamentos dados no soro, como chegam ao leite materno, têm que ser bem escolhidos e dados em doses mais pequenas.

É sempre importante a comunicação direta com o anestesiologista. As nossas grávidas são acompanhadas regularmente nas consultas de Obstetrícia da maternidade (consulta pré-natal, consulta de alto risco), e os próprios obstetras fazem a triagem das grávidas que necessitam de uma consulta individual com o anestesiologista. Normalmente são grávidas com algum problema grave de saúde que poderá pôr em perigo a vida da mãe ou do bebé na altura do parto. Esta consulta decorre às sextas-feiras de manhã.
Todas as outras grávidas "saudáveis do ponto de vista anestésico" deverão assistir à sessão de esclarecimento realizada às quartas-feiras. Apesar de ser uma consulta de grupo, o anestesiologista terá todo o interesse e motivação para conversar consigo, em particular, no final da sessão, sobre algum aspeto que a esteja a preocupar.

Criança

 

Consulta de Anestesia Pré-operatória - Crianças

A consulta de anestesia deve ser realizada antes do doente ser submetido a uma intervenção cirúrgica programada. Realiza-se cerca de três semanas antes da data prevista da cirurgia, permitindo fazer o estudo do doente e a avaliação do risco médico-cirúrgico do ato anestésico. Os doentes com maior risco são aqueles que apresentam patologias associadas, como doenças cardiovasculares, respiratórias, endocrinológicas, entre outras.

A consulta de anestesia visa minimizar riscos, prevenir complicações e preparar os doentes para a cirurgia. A maior ou menor complexidade de preparação para uma cirurgia deve ser explicada ao doente, previamente na consulta, e não apenas na véspera da mesma. A avaliação global e criteriosa do estado físico do doente tem por objetivo salvaguardar a sua segurança.


Consulta de Anestesia Geral em Pediatria

 

Preparação para a Anestesia Geral

A criança deve cumprir o seguinte jejum:

<6 Meses
• Leite Materno: até 4 horas antes da cirurgia
• Leite Adaptado: até 6 horas antes da cirurgia

6 Meses - 3 Anos
• Leite Adaptado e/ou Sólidos: até 6 horas antes da cirurgia
• Água ou Chá: até 2 horas antes da cirurgia

>3 Anos
• Sólidos: até 6 horas antes da cirurgia
• Água ou Chá: até 2 horas antes da cirurgia

Deve suspender os medicamentos naturais, ou não, sujeitos a receita médica, 2 semanas antes da cirurgia.
Deve manter a medicação habitual de acordo com instruções médicas.

No caso de cirurgia ou exame já agendados, informar o respetivo Serviço se:

• Vacinação nas 3 semanas prévias;
• Febre na semana prévia;
• Infeção respiratória – deve aguardar 2 a 3 semanas depois da resolução;
• Contacto ou doença contagiosa da infância (ex. Varicela) – deve aguardar 5 semanas.

No dia da cirurgia
Deve trazer consigo medicação e o boletim de saúde infantil.
Realizará medicação pré-anestésica (para diminuir a ansiedade), aplicação de creme anestésico no dorso da mão para posterior cateterização venosa indolor.

O que é a Anestesia Geral?
A anestesia geral é a forma mais comum de anestesia utilizada em crianças.
Consiste na administração de um conjunto de fármacos que provoca um estado de sono profundo e tranquilo, inconsciência para o ambiente que a rodeia, analgesia e amnésia (ausência de memória) para a cirurgia.
Os fármacos utilizados para iniciar a anestesia podem ser administrados por via inalatória, em que a criança respira uma mistura de oxigénio com gases anestésicos através de uma máscara, ou por via endovenosa através de um cateter que se coloca numa veia.

Efeitos secundários, riscos e complicações associados à Anestesia Geral
Apesar de extremamente segura, existem riscos inerentes quer ao procedimento anestésico quer a cada criança em particular. Podem ocorrer ainda efeitos secundários e, muito raramente, complicações graves.

Efeitos secundários mais frequentes:
 náuseas, vómitos, sonolência e irritabilidade no pós-operatório.

Riscos e complicações:

• Lesão dentária acidental durante manipulação da via aérea ou remoção intencional de peças dentárias  semi-soltas de forma a prevenir a sua aspiração para a via aérea;
• Broncospasmo ou Laringospasmo por manipulação da via aérea;
• Regurgitação e aspiração para a via aérea de conteúdo gástrico (o cumprimento do jejum é fundamental  para uma redução substancial deste risco);
• Anafilaxia/Reações alérgicas aos fármacos usados durante a anestesia;
• Hipertermia Maligna: uma complicação muito rara, associada a suscetibilidade genética. Deve informar o Anestesiologista no caso de existir história de picos febris despoletados pelo exercício físico ou se alguém na família reagiu com aumento da temperatura corporal e rigidez muscular durante uma anestesia geral;
• Paragem Cardiorrespiratória: em casos de anafilaxia grave, instabilidade cardiovascular grave, embolia pulmonar e hemorragia cirúrgica incontrolável/coagulopatia.



RECOMENDAÇÕES PÓS-ANESTESIA GERAL EM REGIME DE AMBULATÓRIO

Durante as primeiras 24 horas:

• A criança deve estar sempre acompanhada por um adulto responsável;
• Deve cumprir as orientações do médico responsável;
• Não deve ir para o infantário ou escola;
• Não deve brincar com objetos com arestas vivas e/ou aguçadas, nem praticar desportos, nomeadamente andar de bicicleta, triciclo, skate, patins...;
• No transporte para casa deve ir sentada em cadeira apropriada à idade e com cinto de segurança;
• Antes de ter alta, a criança já ingeriu líquidos, que tolerou. Evitar refeições muito abundantes ou de digestão difícil;
• Se eventualmente se engasgar ou vomitar, deve esperar 30 minutos e recomeçar ingestão de líquidos açucarados (água, chá ou sumos sem polpa, o leite não é permitido nesta fase). Se tolerar pode reiniciar dieta mole e ligeira 30 minutos a 1 hora mais tarde;
• É normal que esteja mais sonolenta e/ou com comportamento diferente do habitual (mais calma e quieta ou mais irrequieta e rabugenta);
• Deve tomar a medicação habitual (por exemplo anti-epilépticos ou outros), a não ser que lhe sejam dadas instruções diferentes;
• Após 24 horas, a criança deve regressar ao seu comportamento habitual.


No entanto, se a criança:

• Estiver muito sonolenta;
• Não se alimentar ou vomitar muito;
• Tiver qualquer sintoma anormal.

Deve telefonar para o contacto fornecido ou ser observada pelo seu médico assistente ou dirigir-se à urgência.

Perguntas Frequentes

Analgesia/Anestesia Epidural em Pediatria

A epidural é um método extremamente eficaz de alívio da dor. Os fármacos utilizados são anestésicos locais, administrados no início, durante e após a cirurgia, através de um tubo muito fino, o cateter epidural.
Este é colocado numa área chamada espaço epidural por punção na região lombar da criança.

O espaço epidural contém nervos que enviam mensagens para o cérebro, entre as quais as sensações de dor. O anestésico local administrado pelo cateter provoca um bloqueio destes nervos, impedindo o envio das mensagens dolorosas e assim da sensação de dor. 

As epidurais são usadas principalmente em crianças submetidas a grandes cirurgias abdominais e urológicas e dos membros inferiores, devido à eficácia no alívio da dor. 

O Médico Anestesiologista no bloco operatório irá colocar o cateter epidural na região lombar das costas da criança quando esta já estiver sob anestesia geral. O cateter é feito de material plástico e flexível e através do qual é logo iniciada a administração do anestésico local. 

A criança irá para a enfermaria com uma seringa perfusora pré-programada que lhe irá fornecer continuamente a quantidade necessária através do cateter colocado nas costas, mantendo-a confortável após a cirurgia. 

Os efeitos secundários mais frequentes, e esperados, são a retenção urinária e imobilidade e/ou formigueiros nos membros inferiores.
As complicações, como a infeção, hematoma no local de punção e alterações neurológicas, são extremamente raras. 

As enfermeiras do Serviço irão monitorizar a criança, verificando os parâmetros vitais. Terão também a visita diária, e sempre que necessário, de um Anestesiologista que irá ajustar a medicação conforme seja necessário. 

Depende da cirurgia efetuada ser mais ou menos dolorosa, mas habitualmente pode estender-se até às 72 horas. Após o cateter epidural ser retirado, se necessário, poderão ser sempre administrados outros analgésicos por via oral, retal ou endovenosa. 

Esclareça qualquer dúvida adicional com o seu Anestesiologista, na consulta de anestesia ou antes da cirurgia.

Questionários

As respostas a este questionário constituem informações muito importantes para uma avaliação médica completa antes de ser anestesiado.

O Serviço de Anestesiologia agradece o preenchimento cuidadoso deste questionário, contribuindo para a segurança da sua anestesia.

Questionário consulta anestesiologia pediátrica

Adulto

 

Consulta de Anestesia Pré-operatória

A consulta de anestesia deve ser realizada antes do doente ser submetido a uma intervenção cirúrgica programada. Realiza-se cerca de três semanas antes da data prevista da cirurgia, permitindo fazer o estudo do doente e a avaliação do risco médico-cirúrgico do ato anestésico. Os doentes com maior risco são aqueles que apresentam patologias associadas, como doenças cardiovasculares, respiratórias, endocrinológicas, entre outras.

A consulta de anestesia visa minimizar riscos, prevenir complicações e preparar os doentes para a cirurgia. A maior ou menor complexidade de preparação para uma cirurgia deve ser explicada ao doente, previamente na consulta, e não apenas na véspera da mesma. A avaliação global e criteriosa do estado físico do doente tem por objetivo salvaguardar a sua segurança.

Questionários

As respostas a este questionário constituem informações muito importantes para uma avaliação médica completa antes de ser anestesiado.

O Serviço de Anestesiologia agradece o preenchimento cuidadoso deste questionário, contribuindo para a segurança da sua anestesia.

Questionário Pré-Consulta de Anestesia

Perguntas Frequentes

Mitos da Anestesia

De todas as Especialidades médicas, aquela que envolve mais mistério é a Anestesiologia. Mantêm-se, para algumas pessoas, ideias e conceitos errados, antigos mitos e medos, relacionados com complicações e efeitos indesejáveis de fármacos e técnicas antigas.


Como em qualquer outro ato médico, há sempre um risco associado aos procedimentos anestésicos. Assente na avaliação rigorosa do doente, na utilização de fármacos seguros e equipamentos tecnologicamente avançados e em metodologias de segurança e minimização do risco, a Anestesiologia moderna diminuiu drasticamente a mortalidade e a morbilidade relacionadas com a anestesia.

O risco de morte por causa anestésica é, atualmente, um risco muito raro, com uma taxa de cerca de 1:200.000 a 300.000, ou seja: cerca de quatro mortes em um milhão de pacientes sem doenças graves. As mortes relacionadas com a anestesia ocorrem sobretudo em doentes com patologia grave ou em situações graves, como cirurgias de emergência ou após acidentes.

O risco de sofrer complicações devido à anestesia é pequeno e depende, em grande parte, do estado pré-operatório do doente (idade, obesidade, doenças prévias, medicamentos que toma, tabagismo, etc.), do tipo de cirurgia que vai ser efetuada e do tipo de procedimento (emergente, urgente ou de rotina).
Desde o início até ao final da cirurgia e no período de recobro, o doente está sob vigilância permanente do Anestesiologista, que resolve prontamente as complicações que possam surgir:
- Complicações mais frequentes
• náuseas e vómitos pós-operatórios
• dores de garganta
• cefaleias/dores de cabeça
- Complicações mais raras
• problemas cardíacos e respiratórios
• lesões nervosas
• lesão dentária

O despertar intra-operatório (awareness) é uma complicação, atualmente, extremamente rara, associada à anestesia geral. Durante a cirurgia, os Anestesiologistas recorrem permanentemente a indicadores indiretos (pressão arterial, frequência cardíaca, sudorese, lacrimejo) e a monitores (BIS, o mais conhecido) para avaliarem a atividade cerebral e a profundidade anestésica, intervindo à menor alteração do estado do doente.

Existe uma crença de que a anestesia geral é muito mais "perigosa" que as outras técnicas anestésicas. No entanto, o índice de risco de todos os tipos de anestesia, seja ela regional (como a raqui e epidural), bloqueios de nervos periféricos ou anestesia geral, apresentam pequenas diferenças na incidência de complicações entre si.

Não. Após uma anestesia regional (epidural/raqui/bloqueio de plexo) a incapacidade de mobilizar os membros é passageira, e o retorno à condição normal faz-se em pouco tempo.

A alergia a medicamentos utilizados para anestesiar é muito rara. Os medicamentos atuais são muito seguros e é muito baixa a incidência de alergias e complicações graves. Não há um exame que determine se o paciente tem alergia aos medicamentos anestésicos, mas é importante saber quais as reações alérgicas prévias (a antibióticos, alimentos, por ex.).

Algumas pessoas acordam agitadas ou mal dispostas. No entanto, ainda durante a operação, administram-se medicamentos que tornam o acordar mais suave e que controlam as náuseas pós-operatórias. Atualmente, a gama de analgésicos para controlar a dor é muito variada e eficaz, de modo que se pode assegurar aos doentes um pós-operatório tranquilo, com eventual desconforto passageiro.
 

Diferentes Tipos de Anestesia


Quais os diferentes tipos de anestesia?

A anestesia suprime a dor e outras sensações, podendo ser efetuada de três formas diferentes: geral, regional e local.
Na anestesia geral o doente está inconsciente e não tem qualquer sensação. Na anestesia regional o doente encontra-se acordado ou ligeiramente adormecido, mas facilmente despertável ao nosso chamamento, sendo efetuada em determinadas regiões do corpo através de uma injeção de um fármaco numa determinada área nervosa, insensibilizando essa região. Exemplos deste tipo de anestesia são as popularmente chamadas raquianestesia e epidural.
A anestesia local efetua-se com o doente acordado num determinado local do corpo, com pequena área. Exemplo desta anestesia, uma injeção de anestésico para coser uma pequena ferida da mão.

Fonte: spanestesiologia – Informação Público
http://www.spanestesiologia.pt/index.php

 

Analgesia de Trabalho de Parto


A dor do trabalho de parto é influenciada por muitos fatores e difere de grávida para grávida; a maioria das grávidas descreve a dor de parto como algo extremamente doloroso.

A analgesia do trabalho de parto é facultativa! A grávida decide sempre em conjunto com o Anestesiologista e o Obstetra se, e quando, quer iniciar alguma analgesia. Na nossa maternidade, mais de 90% das mulheres solicitam ajuda para alívio das dores do trabalho de parto.

Não! No início do trabalho de parto, as dores assemelham-se a fortes dores menstruais; a partir dos 3-4cm de dilatação do colo uterino ("fase ativa" do trabalho de parto) as contrações uterinas tornam-se regulares e acompanhadas de dor progressivamente mais intensa.

Sim! No nosso hospital pode frequentar sessões de esclarecimento e informação (para grávidas e acompanhantes), aulas de preparação para o parto e participar em visitas à nossa maternidade para esclarecer dúvidas.

Sim. Na maternidade do CHLN existe um Anestesiologista em permanência física 24/24h, 365 dias/ano. O Anestesiologista é um Médico Especialista que integra a equipa multidisciplinar da maternidade e será o responsável direto por ajudá-la a controlar a dor do parto, a anestesiá-la no caso de uma cesariana e a lidar com outras situações de perigo (por exemplo, uma reação alérgica).

A técnica é praticamente indolor, sendo realizada ao nível da coluna lombar com a grávida em posição sentada ou deitada de lado. Após a desinfeção da pele irá sentir uma pequena picada nas costas e um ligeiro ardor; a partir desse momento, apenas irá sentir uma pressão no local de inserção da agulha. Habitualmente, a técnica demora entre 5 a 10 minutos a ser realizada e é muito bem tolerada.

A técnica epidural/sequencial constitui o procedimento mais eficaz para eliminar a dor das contrações uterinas. Não impede a evolução natural do trabalho de parto e permite que a mãe faça força para ajudar o seu bebé a nascer. É uma técnica segura, tanto para a mãe como para o bebé. O bebé pode nascer por parto vaginal ou por cesariana, sem que a mãe tenha dores.

A epidural/sequencial pode ter alguns efeitos secundários, mas todos transitórios e de intensidade ligeira a moderada. Pode surgir: diminuição da tensão arterial, prurido (comichão), parestesias (formigueiro nos membros inferiores), dificuldade em urinar espontaneamente (se for necessária a algaliação, esta é indolor).
Também podem surgir algumas complicações; as mais importantes são a falência da técnica e a dor de cabeça. O Anestesiologista avalia todas as situações e orienta a terapêutica a seguir.

Quase todas as grávidas podem, se o desejarem, receber analgesia por via epidural/sequencial. Na presença de contraindicações médicas, existem outros métodos farmacológicos alternativos para controlar a dor (por exemplo com Petidina administrada através do soro).

Para uma cesariana existem dois tipos possíveis de anestesia: a anestesia regional (epidural, sequencial ou subaracnoideia) e a anestesia geral. Na maioria dos casos é possível evitar a anestesia geral. A anestesia geral realiza-se habitualmente quando a grávida tem alguma contraindicação para a realização da regional (por exemplo se a cesariana é considerada muito urgente pelo Obstetra).

A anestesia regional (anestesia epidural, sequencial ou subaracnoideia) gera, habitualmente, uma sensação de adormecimento do corpo, abaixo do nível do peito. As pernas perderão a sensibilidade e deixará de as conseguir mexer (com uma sensação de peso) durante cerca de 2 horas. Durante a cesariana, é frequente sentir "mexer na barriga" (puxar e empurrar). Raramente, poderá sentir uma dor severa; se isto acontecer, o Anestesiologista pode realizar uma anestesia geral rapidamente e não irá sentir nada.

É introduzida numa veia da sua mão, ou braço, um "catéter intravenoso", por onde serão administrados os anestésicos. Vão colocar uma máscara na sua cara para que respire através dela o oxigénio de que o seu bebé precisa. Só quando os Obstetras tiverem tudo preparado é que lhe será administrada a anestesia geral. Deste modo, a quantidade de anestesia que poderá passar para o seu bebé é quase nula.
Durante a anestesia geral não vai sentir, ouvir, nem ver nada. Logo que a cesariana acabar, todos os medicamentos anestésicos são suspensos e acordará em poucos minutos. Serão administrados medicamentos pelo soro para tratar as dores pós-operatórias. Será de imediato transferida para a sala de recobro, onde poderá ver o seu bebé. O seu/sua acompanhante não poderá estar presente dentro do bloco operatório.

Não. Além dos analgésicos que são administrados ainda no bloco operatório, o Anestesiologista deixará instruções escritas para que lhe sejam administrados medicamentos para as dores, através do soro ou do catéter epidural.

As nossas grávidas são acompanhadas regularmente nas consultas de Obstetrícia, e os Obstetras encaminham para uma consulta individual com o Anestesiologista grávidas que necessitam de avaliação especial.
Todas as grávidas "saudáveis do ponto de vista anestésico" deverão assistir à sessão de esclarecimento realizada às quartas-feiras.
 

 

Analgesia Geral em Pediatria

O MEU FILHO VAI SER OPERADO com Anestesia Geral


A anestesia geral é a forma mais comum de anestesia utilizada em crianças.
Consiste na administração de medicamentos que provocam um estado reversível de sono profundo e tranquilo, inconsciência para o ambiente que a rodeia, analgesia e amnésia (ausência de memória) para a cirurgia.

Os fármacos utilizados para anestesiar podem ser administrados por via inalatória, em que a criança respira uma mistura de oxigénio com gases anestésicos através de uma máscara, ou por via endovenosa através de um catéter que se coloca numa veia (mais frequente para as crianças mais velhas).

Apesar de extremamente segura, existem riscos inerentes quer ao procedimento anestésico quer a cada criança em particular. Podem ocorrer ainda efeitos secundários e, muito raramente, complicações graves.

A criança deve cumprir o seguinte jejum:
<6 meses » Leite materno: até 4 horas antes da cirurgia | Leite adaptado (biberão): até 6 horas antes da cirurgia
6 meses - 3 anos » Leite adaptado e/ou sólidos: até 6 horas antes da cirurgia | Água ou chá: até 2 horas antes da cirurgia
>3 anos » Sólidos: até 6 horas antes da cirurgia | Água ou chá: até 2 horas antes da cirurgia

Náuseas, vómitos, sonolência e irritabilidade no pós-operatório.

Cumpra sempre as orientações do médico.
Durante as primeiras 24 horas:
- A criança deve estar sempre acompanhada por um adulto responsável
- Não deve ir para o infantário ou escola
- Não deve brincar com objetos perigosos
- Não deve praticar desportos, nomeadamente: andar de bicicleta, triciclo, skate, patins
- No transporte para casa deve ir sentada em cadeira apropriada à idade e com cinto de segurança

Cumpra sempre as orientações do médico.
Habitualmente, a criança só sai do hospital após conseguir ingerir líquidos.
Se puder ingerir sólidos, inicie uma dieta ligeira. Não deve comer refeições abundantes ou de digestão difícil.
Se eventualmente se engasgar ou vomitar, deve esperar 30 minutos e recomeçar ingestão de líquidos açucarados (água, chá ou sumos sem polpa) em pequena quantidade.
Após tolerar a dieta líquida, pode reiniciar dieta mole e ligeira 30 minutos a 1 hora mais tarde.

Quando o seu filho tiver alta ficará com um número de telefone de contacto do hospital, caso surjam dúvidas ou preocupações. Deve telefonar para o hospital sempre que a criança:
- ESTIVER MUITO SONOLENTA
- NÃO CONSEGUIR CONTROLAR A DOR COM OS MEDICAMENTOS PRESCRITOS
- NÃO SE ALIMENTAR OU VOMITAR MUITO
- APRESENTAR QUALQUER SINTOMA ANORMAL – por exemplo: FEBRE, MANCHAS NO CORPO, DIFICULDADE EM URINAR OU EVACUAR

Em caso de dificuldade no contacto telefónico deve dirigir-se à Urgência pediátrica.   

Analgesia/Anestesia Epidural em Pediatria


A epidural é um método extremamente eficaz de alívio da dor. Através de um tubo muito fino, o catéter epidural, colocado por punção na região lombar da criança, administram-se medicamentos para controlar a dor.

As epidurais são usadas principalmente em crianças submetidas a grandes cirurgias abdominais, urológicas e dos membros inferiores, devido à eficácia no alívio da dor.

O Médico Anestesiologista no bloco operatório irá colocar o catéter epidural na região lombar da criança quando esta já estiver sob anestesia geral.

O catéter epidural pode ficar colocado até às 72 horas após a cirurgia, dependendo da cirurgia efetuada ser mais ou menos dolorosa.

Os efeitos secundários mais frequentes, e esperados, são a dificuldade em urinar e imobilidade ou formigueiro nos membros inferiores.